blog do Reaprendendo

domingo, 30 de março de 2008

De Um Para Outro Como Cuspe Sem Secar

Em época de desapego forte e choros insolúveis
O homem sobrepõe a pelanca afiada repleta de furos
E ergue uma face esguia, plena, muito próxima do comum.

Com medo do outro que o explora
Do mouro que o amola
Do ouro
E de si

Todas as facetas de uma vida repleta de cupins
São aniquiladas por um só rosto
E muito verniz

Assim ninguém conhecerá ao certo as águas que passam por entre suas correntes
Ao ponto dele próprio confundir-se com a fictícia imagem que sugou as últimas cargas de lenha
Transformando-se noutro, definitivamente.

Diego Garcez
09/04/2007

Marcadores:

0 Comentários:

Postar um comentário

Assinar Postar comentários [Atom]



<< Página inicial