De Um Para Outro Como Cuspe Sem Secar
Em época de desapego forte e choros insolúveis
O homem sobrepõe a pelanca afiada repleta de furos
E ergue uma face esguia, plena, muito próxima do comum.
Com medo do outro que o explora
Do mouro que o amola
Do ouro
E de si
Todas as facetas de uma vida repleta de cupins
São aniquiladas por um só rosto
E muito verniz
Assim ninguém conhecerá ao certo as águas que passam por entre suas correntes
Ao ponto dele próprio confundir-se com a fictícia imagem que sugou as últimas cargas de lenha
Transformando-se noutro, definitivamente.
Diego Garcez
09/04/2007
O homem sobrepõe a pelanca afiada repleta de furos
E ergue uma face esguia, plena, muito próxima do comum.
Com medo do outro que o explora
Do mouro que o amola
Do ouro
E de si
Todas as facetas de uma vida repleta de cupins
São aniquiladas por um só rosto
E muito verniz
Assim ninguém conhecerá ao certo as águas que passam por entre suas correntes
Ao ponto dele próprio confundir-se com a fictícia imagem que sugou as últimas cargas de lenha
Transformando-se noutro, definitivamente.
Diego Garcez
09/04/2007
Marcadores: poesia

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